O PODER POPULAR Nº 3

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PROFESSOR RICO : PRÉ-CANDIDATO À VEREADOR : PCB NOVA FRIBURGO, RJ

PROFESSOR RICO - PCB NOVA FRIBURGO, RJ

RICARDO COSTA, o RICO, é professor de História formado na Faculdade Santa Dorotéia. Mora em Friburgo desde 1985. Antes de tornar-se friburguense, participou ativamente das lutas estudantis contra a ditadura militar nos anos 1970, no Rio. Aqui trabalhou em gráfica e foi um dos fundadores do sindicato dos gráficos. Contribuiu na criação do Conselho Municipal das Associações de Moradores (COMAMOR). Foi vice-presidente da Associação dos Docentes da FFSD e é diretor licenciado do Sindicato dos Professores (SINPRO) de Nova Friburgo e Região. Em 2015, foi eleito presidente do Conselho Municipal de Educação, onde luta pelo respeito aos direitos dos profissionais do ensino, pela educação de qualidade e pela participação popular na tomada de decisões sobre políticas públicas para a Educação. 

É servidor concursado da Câmara Municipal desde 1990. Mestre e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense, contribuiu para a confecção do livro “Teia Serrana: Formação Histórica de Nova Friburgo”, produzido por historiadores friburguenses. É um dos fundadores da Comissão da Verdade Chico Bravo, que investiga os crimes políticos e ideológicos contra aqueles que, em Nova Friburgo e Região, ousaram lutar e resistir contra a ditadura empresarial-militar que se apossou do poder de Estado
através do golpe de 1964.

Há 30 anos milita no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Por isso acredita que, por meio da luta organizada dos trabalhadores e das trabalhadoras, será possível obter conquistas e reais mudanças políticas e sociais, no rumo do Poder Popular e do Socialismo!

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CÂMARA MUNICIPAL DEVOLVE MANDATO DO VEREADOR COMUNISTA

No último dia 25, a Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou por unanimidade a devolução simbólica do mandato do vereador comunista Chico Bravo, cassado em 1964. A iniciativa é consequência das ações empreendidas pela Comissão Municipal da Verdade, instituída por lei municipal em junho de 2014 e que recebeu o nome de “Chico Bravo” em homenagem ao único parlamentar cassado na história de Nova Friburgo, por motivos ideológicos.

FRANCISCO DE ASSIS BRAVO nasceu em 1910 na cidade de Nova Friburgo e, com pouco mais de vinte anos, já participava ativamente das lutas operárias no município, contribuindo para a fundação do Partido Comunista na cidade e a formação dos sindicatos de trabalhadores. Houve uma primeira tentativa de organizar o PCB em Friburgo no ano de 1925, através dos padeiros italianos Elpídio e Maradey, assistidos por Otávio Brandão e Minervino de Oliveira. Mas somente quatro anos mais tarde, em reunião no bairro da Vilage, que teria contado com a presença de Astrojildo Pereira, seria concretizada a fundação do Partido no município.

Francisco Bravo, pedreiro, atuou junto aos trabalhadores da Construção Civil, vindo a exercer, mais tarde, durante vários mandatos, a presidência deste Sindicato. Paralelamente à estrutura sindical oficial, os comunistas organizaram a Fração Sindical, para orientar a atuação dos seus militantes dentro dos sindicatos. Lançaram, no início da década de 1930, uma Carta de Reivindicações, com a intenção de mobilizar os trabalhadores em favor de reajuste salarial, melhores condições de trabalho e de propostas como “trabalho igual, salário igual”, visando a igualdade de salários para homens, mulheres e crianças, licença-maternidade de quatro meses (dois meses antes do parto e dois meses depois) e creches nos locais de trabalho.

Em janeiro de 1933, estourava uma greve que iria canalizar as atenções de toda a cidade, preocupando, inclusive, as autoridades estaduais. O movimento, iniciado na Fábrica de Rendas Arp, envolveu as principais indústrias têxteis e desencadeou manifestações, como a passeata que sofreu violenta repressão policial, a qual provocou a morte do jovem operário Licínio Teixeira e feriu catorze trabalhadores. Chico Bravo e outros companheiros encarregaram-se de pintar uma faixa convocando a população para um ato de protesto contra a repressão policial e a morte de Licínio. Escreveram na faixa, com tinta vermelha: “O SANGUE DE LICÍNIO CLAMA POR VINGANÇA”, e muitos acreditaram que os dizeres haviam sido pintados com o próprio sangue de Licínio.

A repressão foi um prenúncio do que ocorreria no período transcorrido entre a Revolta Constitucionalista de 1932 e o golpe do Estado Novo, em 1937. Aqueles anos assistiram o acirramento das disputas ideológicas na cidade e das lutas renhidas entre comunistas e integralistas. Vários daqueles que haviam integrado a linha de frente da Aliança Nacional Libertadora na cidade foram presos e enviados a Niterói. Francisco Bravo conseguiu escapar da polícia, refugiando-se no distrito de Amparo.

Com o fim do Estado Novo no imediato pós-guerra, o movimento operário voltou a viver um momento de ascensão: entre 1945 e 1948 foram constantes as lutas travadas contra os patrões por melhores salários e condições mais favoráveis de trabalho. Várias greves eclodiram, e a diretoria pelega do Sindicato Têxtil foi atropelada pelo movimento encabeçado pelos comunistas, organizados em torno do MUT (Movimento de Unificação dos Trabalhadores), a frente sindical do PCB. Os anos 1950/60 viram crescer os grupos nacionalistas e de esquerda, o que, em Nova Friburgo, tornou-se visível com o resultado das eleições de 1962. Na Câmara Municipal, a novidade era a eleição do líder operário Francisco Bravo, único vitorioso pelo PST, o partido de Tenório Cavalcanti, que abrira suas portas para os comunistas. Chico Bravo, então com 52 anos, conquistou a duras penas a sua eleição para vereador, pois o clero católico conservador batia de porta em porta pedindo às pessoas que não votassem nos candidatos comunistas.

No ano de 1964, sob intensa articulação do empresário Heródoto Bento de Mello, então vice-prefeito, o cerco se fechou em torno do Prefeito Vanor Tassara Moreira, que seria apontado pelos meios de comunicação locais como a integrar a “causa comunista”. Acusado pelo diretor do Sanatório Naval de “incitamento à desordem, fechamento das fábricas à força e hasteamento do pavilhão nacional a meio pau”, conforme nota dos militares publicada na imprensa e após IPM (Inquérito Policial Militar) instaurado contra ele, Vanor foi obrigado a renunciar ao cargo de prefeito no dia 10 de abril. O expurgo final foi promovido através da cassação do Vereador Francisco de Assis Bravo, no dia 14 de abril de 1964. A Resolução Legislativa nº 86 interrompeu a trajetória parlamentar do líder operário que, no Legislativo, destacara-se por suas intervenções firmes e pela defesa dos interesses dos trabalhadores.

Os comunistas friburguenses somente voltaram a atuar sob a luz da legalidade em 1985, quando, formada uma Comissão Executiva Municipal, Francisco Bravo foi conduzido à Presidência do PCB de Nova Friburgo. Naquele mesmo ano era empossado na Presidência de Honra da Associação dos Aposentados da cidade. Em 16 de julho de 1998, Francisco Bravo faleceu, com 88 anos de uma vida exemplar, cuja marca maior foi a preocupação com os desvalidos de nossa sociedade. Para nós, o que fica de Chico Bravo é o espírito de solidariedade de alguém que, já nos idos da década de 1930, ajudava aqueles que vinham do interior à busca de emprego na zona urbana, arranjando agasalhos e reunindo algum dinheiro para comprar comida e alimentá-los. Como dizia o Bravo: “Aqui em Nova Friburgo era uma porta da esperança porque eles vinham batidos pela fome … então a gente tinha que dar uma identidade a eles … era um trabalho árduo, difícil”. Também nos fica a imagem do homem empertigado, ereto, durante suas caminhadas pelas ruas de Friburgo, a demonstrar a firmeza de quem nunca vergou diante das adversidades provocadas pelas inúmeras perseguições políticas e que tampouco deixou de acreditar no seu ideal de bravo comunista, sem dúvida nenhuma o quadro mais dinâmico que o PCB de Nova Friburgo possuiu em sua história.

A SAÚDE PÚBLICA DE NOVA FRIBURGO PEDE SOCORRO! CONTRA O ARQUIVAMENTO DA CPI DA SAÚDE

A SAÚDE PÚBLICA DE NOVA FRIBURGO PEDE SOCORRO!
 
A população de Nova Friburgo há muito tempo sente na pele a crise por que passa a Saúde Pública em nosso município: postos de atendimentos lotados; pessoas esperando horas para serem atendidas; falta de medicamentos, insumos hospitalares básicos e de manutenção dos equipamentos no Hospital Raul Sertã, nas Unidades Básicas de Saúde e na Maternidade; filas de meses para procedimentos cirúrgicos; pacientes em situações inadequadas de cuidado; profissionais da Saúde com péssimas condições de trabalho; insalubridade; compras viciadas; Programa Saúde da Família abandonado. No entanto, o Município possui um dos maiores orçamentos da Saúde, muito maior que das cidades vizinhas, hoje em torno de 15% do orçamento total.

Quem ganha com a CRISE DA SAÚDE PÚBLICA? Diversos Vereadores e o Prefeito, que loteiam os cargos da Prefeitura e utilizam o dinheiro da Saúde para pagar dívidas eleitorais, além de promover a troca de favores em lugar de garantir o direito do cidadão à Saúde. Também ganham a indústria de medicamentos e equipamentos, as clínicas particulares e os Planos de Saúde, que mais lucram quanto mais gente doente houver para consumir seus produtos. A CRISE DA SAÚDE PÚBLICA é fabricada por GRUPOS POLITICOS e pelos SETORES LUCRATIVOS DA SAÚDE para quem a SAÚDE é MERCADORIA e não um DIREITO. Por isso fazem de tudo para destruir o SUS e sucatear a Saúde Pública, abrindo caminho para a privatização, com a expansão dos novos modelos de gestão da Saúde (Organizações Sociais - OSs, Fundações de Direito Privado, EBSERH, etc). No plano nacional, foi aprovada a Lei 13.079, que passa a permitir a participação dos capitais estrangeiros na assistência à saúde, inclusive no controle de empresas. A Saúde virou um grande negócio. Somente a população organizada e mobilizada pode barrar o avanço das privatizações e lutar pelo Direito Universal à Saúde.

 
Por uma Saúde Pública 100% Gratuita e de Qualidade!

Saúde Pública sob controle Popular!

A Saúde é Direito e não Mercadoria!

Não aos Modelos Privatistas de Gestão da Saúde!
 
  
CONTRA O ARQUIVAMENTO DA CPI DA SAÚDE
 
Na calada da noite, de forma antidemocrática, antipopular e revoltante a base do Governo Rogério Cabral na Câmara Municipal tramou para IMPEDIR QUE SEJA INSTALADA A CPI DA SAÚDE em Nova Friburgo, que conta hoje com mais de 15 mil assinaturas em Abaixo-Assinado a seu favor. Inúmeras denúncias em órgãos de imprensa (TV e Jornal local) e encaminhadas por profissionais da Saúde comprovam haver não um, mas diversos FATOS DETERMINADOS que justificam a abertura da CPI. Por que o temor em se Investigar a fundo o que está acontecendo com a Saúde Pública de nossa cidade?
 
Agindo assim, o Prefeito e os Vereadores da Situação demonstram temer que sejam produzidas provas acerca de ATOS ILÍCITOS que, uma vez encaminhados ao Ministério Público, possam provocar a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Repudiamos esta atitude que tenta blindar o Governo Rogério Cabral e seus aliados políticos, impedindo que sejam responsabilizados pela crise da Saúde Pública em nosso município e afastados de sua gestão.
PELA CPI DA SAÚDE, NÃO GOVERNISTA, JÁ!


O PODER POPULAR Nº 3

 
O PODER POPULAR, jornal a serviço da Revolução Socialista, chega ao seu terceito número, contendo as seguintes matérias:
 
EDITORIAL (página 2): CRISE DO MODO PETISTA DE GOVERNAR APONTA NECESSIDADE DE ORGANIZAÇÃO INDEPENDENTE DA CLASSE TRABALHADORA. CONTRA OS EFEITOS PERVERSOS DA CRISE DO CAPITALISMO E A RETIRADA DE DIREITOS, É PRECISO AVANÇAR NAS LUTAS RUMO À GREVE GERAL
 
Página 3: MARTA JANE: UM FURACÃO COMUNISTA NA CÂMARA DE GOIÂNIA
 
Página 4: EM DEFESA DA PETROBRAS 100% ESTATAL SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES. TODO PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!
 
Página 5: AS CAUSAS PROFUNDAS DA CRISE HÍDRICA. A LUTA AMBIENTAL É UMA LUTA ANTICAPITALISTA
 
Páginas 6 e 7: ENTREVISTA COM IVAN PINHEIRO, SECRETÁRIO GERAL DO PCB, QUE ANALISA A ONDA CONSERVADORA NO MUNDO E AS LUTAS ATUAIS NA AMÉRICA LATINA
 
Página 8: COLETIVO GREGÓRIO BEZERRA: UM COLETIVO DE FERRO E DE FLOR
 
Página 9: BALANÇO DO SEMINÁRIO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE. AVANÇA A LUTA CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES E PELO ACESSO UNIVERSAL À SAÚDE
 
Página 10: HISTÓRIA: OCTÁVIO BRANDÃO E OS ANOS DE FORMAÇÃO DO PCB
 
Página 11: 100 ANOS DE ANA MONTENEGRO, DISSEMINADORA DO FEMINISMO CLASSISTA NO BRASIL
 
Página 12: INTERNACIONAL – EDITORIAL DE EL COMUNISTA, ÓRGÃO OFICIAL DO PC DO MÉXICO: LUTA DE CLASSES SE AGUDIZA NO MÉXICO E REGIME DOS MONOPÓLIOS PERDE LEGITIMIDADE
 
COMISSÃO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO DO PCB
 
 

Não ao PL 4330. Barrar a terceirização e a precarização do trabalho!

Todos nas ruas e paralisações neste 15 de abril!
(Nota Política do PCB)

Com o esgotamento do ciclo do PT – por conta de 12 anos de conciliação com o capital e coligações com partidos de centro-direita – o PMDB assumiu de fato o governo, articulando uma maioria conservadora no Congresso Nacional.
Depois de entregar a condução da economia ao neoliberal Joaquim Levy, Dilma agora deu de mão beijada a articulação política a Michel Temer, que passará a comandar, junto com duas outras raposas peemedebistas (Cunha e Renan), uma ofensiva conservadora que está pondo por terra o que ainda restava de progressista na legislação brasileira. Tudo isso sem necessidade de recorrer a golpes ou de violar o chamado estado de direito democrático.
Anunciam uma contrarreforma política regressiva, retrocessos em relação aos direitos civis, leis para recrudescer a repressão à pobreza e aos movimentos populares, diminuição da maioridade penal. A própria Presidente contribui para o retrocesso, com cortes em direitos trabalhistas e previdenciários, aprofundamento das privatizações e rendição ao neoliberalismo e à pauta conservadora.
Diante da tímida reação do PT, que vem perdendo a confiança dos setores progressistas e dos trabalhadores, os interesses do capital ousam atacar os mais fundamentais direitos trabalhistas. O projeto de lei 4.330, já aprovado na Câmara, em regime de urgência, generaliza a terceirização da mão-de-obra e, portanto, a precarização do trabalho em todos os ramos econômicos.
Caso não seja derrotado pelos trabalhadores, este projeto será o maior retrocesso trabalhista da história de nosso país, pois significará o descumprimento ou precarização dos principais direitos previstos na CLT e de cláusulas previstas em convenções coletivas, o enfraquecimento dos sindicatos, do seu poder de barganha e do direito de greve; um enorme rebaixamento salarial, com intensiva acumulação da mais-valia e distribuição de renda mais injusta; aumento do desemprego, da informalidade, do subemprego, da rotatividade de mão-de-obra, da idade para aposentadoria; diminuição dos encargos trabalhistas, com grandes perdas para a Previdência Social, o FGTS e outros fundos sociais.
O PCB coloca-se na linha de frente desta batalha contra o capital, lado a lado com outras forças que se identificam com os interesses dos trabalhadores. Assim sendo, somamo-nos à iniciativa de algumas centrais, articulações e entidades sindicais no sentido de realizar, neste 15 de abril, quarta-feira, um DIA NACIONAL DE PARALISAÇÕES E MOBILIZAÇÕES, tendo como eixo central a luta contra o PL 4330.
Não podemos alimentar ilusões de este projeto de lei ser derrotado no Senado, no STF ou através de veto de Dilma.
Os trabalhadores só poderão vencer essa luta se confiarem em suas próprias forças, na sua organização e mobilização. Serão muito importantes as manifestações de rua, mas os palcos decisivos desta batalha serão os chãos de fábrica, os locais de trabalho. Só paralisando a produção – e, portanto, os lucros do capital – é que os patrões sentem a força dos trabalhadores e podem recuar nos projetos de seu interesse.
A movimentação do dia 15 é apenas o começo de uma campanha, que deve ter como objetivo a realização de uma ampla GREVE GERAL em defesa de nossos direitos, contra a terceirização e os ajustes fiscais do governo, acumulando forças e condições para a formação de uma frente anticapitalista, tendo como horizonte a construção do Poder Popular, como caminho ao Socialismo.
Não ao PL 4330. Barrar a terceirização e a precarização do trabalho!
Não ao ajuste fiscal do governo. Os ricos que paguem a crise!
Criar, criar, PODER POPULAR!
Comitê Central do PCB – 13 de abril de 2015

PREFEITO ROGÉRIO CABRAL AGORA QUER CORTAR DIREITOS DOS SERVIDORES

PREFEITO ROGÉRIO CABRAL AGORA QUER CORTAR DIREITOS DOS SERVIDORES

Nota política - PCB, PSOL e PSTU - Nova Friburgo, março de 2015

A mesma política de austeridade anunciada pelo governo Dilma foi adotada por Pezão no Estado e Rogério Cabral no município. O corte de verbas atinge em cheio a Educação, a Saúde, programas sociais e os salários dos servidores.

A população de Nova Friburgo continua abandonada à própria sorte pelo governo municipal, cujo prefeito somente se preocupou em lotear os cargos comissionados da administração entre parentes, amigos e cabos eleitorais. E agora anuncia redução no orçamento, prejudicando principalmente os trabalhadores, além de continuar o descaso geral com a manutenção dos bairros, espaços públicos, bueiros, saneamento, encostas, moradias, etc.

O Prefeito governa para os ricos e poderosos. Não fiscaliza os monopólios capitalistas que dominam a água e a energia elétrica, interessados apenas nos altos lucros obtidos com a exploração dos serviços públicos. E mais uma vez permitiu aumento abusivo no preço das passagens, sem fazer a cobrança da contrapartida para renovação da frota e atendimento digno à população, que se aperta nos veículos e pontos de ônibus.

Depois de entrar para a história como o prefeito assassino dos eucaliptos da praça, sem antes aplicar um plano de revitalização, pretende impor mudanças na vida funcional de todos os servidores municipais, prejudicando ainda mais os profissionais da Educação e da Saúde, com retirada de direitos já adquiridos. A pressão destes trabalhadores na Câmara Municipal conquistou, por ora, a suspensão do malfadado projeto de lei, que será reformulado. Mas é preciso ficar atento e forte! Somente a unidade na luta impedirá novos ataques aos nossos direitos. OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER!

UNIR OS TRABALHADORES CONTRA O ARROCHO. NÃO VAMOS PAGAR PELA CRISE DO CAPITAL!

O governo Dilma, depois de nomear ministério com representantes dos banqueiros, do agronegócio e do grande empresariado, anuncia pacotaço que modifica direitos históricos da classe trabalhadora, como o seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença, pensão por morte. Tudo para dar resposta à crise do capitalismo com mais arrocho sobre a classe trabalhadora, favorecendo apenas aqueles que vivem do lucro e da exploração. O “ajuste fiscal” anunciado será responsável por crescimento do desemprego e condições precárias de trabalho, piorando ainda mais a vida da população, que já sofre com o aumento dos alimentos, da conta de luz, dos transportes.

Embalados na insatisfação geral contra os escândalos de corrupção e o modelo político decadente, alguns grupos reacionários vão às ruas pedindo pelo impeachment e pela intervenção militar. A instabilidade política do governo é usada para que mais concessões sejam feitas à burguesia. Nada disso interessa aos trabalhadores, pois a simples troca de presidente não vai melhorar a vida da população, e ditadura militar é sinônimo de tortura, censura, mais repressão aos movimentos sociais e mais corrupção.

O único caminho é a luta organizada em defesa dos direitos, de melhores condições de vida e por uma nova forma de fazer política, em que os trabalhadores tenham vez e voz de verdade. 

A HORA É DE IR À LUTA, NAS RUAS, NO TRABALHO, NOS BAIRROS E NAS ESCOLAS. SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

25/03 - 93 anos do PCB


Palestra, no RJ - PCB: Inimigo número 1 da Ditadura

PCB: Inimigo número 1 da Ditadura.
Palestra de Muniz Ferreira (Comitê Central do PCB)

Dia 25 de Março de 2015.
Hora: 19:00
Local: Sede Nacional do PCB
Rua da Lapa, 180 - 8° andar

A VOZ DE OLARIA - Médico cubano: “Estou aqui para fazer medicina”

Entrevista concedida ao Jornal A Voz da Serra, em 11/02/2015
Texto: Dayane Emrich / Foto: Amanda Tinoco

O programa Mais Médicos, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2013, integra um amplo projeto de busca pela melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê mais investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou até mesmo falta desses profissionais, o que é uma realidade de praticamente todo o país. Somente em Nova Friburgo, 17 médicos fazem parte do programa. Deles, 16 são cubanos e apenas um é brasileiro.

O Centro de Atenção Integrada à Mulher e a Saúde da Criança e do Adolescente (CAIMSCA) Tunney Kassuga, no bairro Olaria, foi um dos beneficiados pelo programa Mais Médicos. Lá, um casal de cubanos — Diosdani Margendie Preval e Yaimara Lopes Dieguez — realiza atendimento diariamente, atendendo cerca de 40 pessoas, no mínimo, em dias em que a demanda é baixa.  

Em entrevista exclusiva à equipe de A VOZ DA SERRA, o clínico geral Diosdani Margendie Preval, de 30 anos, contou um pouco sobre a experiência de trabalhar no Brasil, mais especificamente em Nova Friburgo, a respeito da sua adaptação e da recepção da população local, além de outros detalhes sobre o programa. Diosdani nasceu no no município de Guainaro, no estado de Camaguey, a cerca de 620 quilômetros da capital Havana; formou-se em 2009, na Universidade de Ciências Médicas Carlos Juan Finlay Camaguey, e desde 2014 está no Brasil para, como ele mesmo diz, atuar em uma grande ação de ajuda humanitária. Confira abaixo a entrevista.

AVS: Como foi a sua adaptação ao Brasil?

Diosdani: Eu cheguei ao Brasil em 24 de março de 2014. No princípio, levei um choque muito grande. O Brasil é um país poderoso, em todos os sentidos. É um país incrível. Primeiramente fomos para Vitória, no Espírito Santo, depois fomos levados para Guarapari e lá passamos por um curso de um mês sobre as principais especialidades médicas, o protocolo de atendimento, além do português básico. Fizemos uma prova sobre a língua portuguesa e uma outra de medicina. Mas o mais difícil é o português, uma língua em que ainda estamos começando.

Sobre Nova Friburgo, como foi a chegada a cidade?  

Quando minha esposa e eu descobrimos que vínhamos para Nova Friburgo, fomos procurar informações na internet e só apareciam notícias da tragédia de 2011. Ficamos com muito medo. Mas, ao chegar aqui, o que aconteceu em maio do ano passado, fomos muito bem recebidos. Nos ensinaram muita coisa, nos mostraram os hospitais e postos de saúde da cidade. Depois começamos a trabalhar com um professor de adaptação e sempre fomos acompanhados por algum médico local ou alguma enfermeira, o que nos ajudou na adaptação à cultura local.

O senhor sofreu algum tipo de preconceito desde que chegou aqui?

O preconceito para nós é uma palavra nova, pois em Cuba não é algo tão comum como aqui. Até agora ninguém me xingou, nem me discriminou pela minha cor ou pelo meu país. De qualquer forma, nós, cubanos, não nos ofendemos facilmente. Tem que ser algo muito forte. Em Cuba, por exemplo, se te chamam de ‘preto’ você simplesmente chama de ‘branco’. Lá não temos essa raiz de preconceito e xenofobia, pois há muito estrangeiros como brasileiros, haitianos, africanos. Em Cuba não temos a ideia de que uma pessoa de raça parda, por exemplo, é pior ou melhor. Todo mundo é igual.  

Qual a realidade que o senhor encontrou em Nova Friburgo?

Quando cheguei em Nova Friburgo, percebi que a saúde aqui tinha muitos problemas e ainda tem. O atendimento básico é feito, existem postos, mas agora há mais 16 médicos para ajudar. Temos a meta de atender, no mínimo, 20 pacientes por dia. Isso sem falar da demanda espontânea, ou seja, aqueles pacientes que precisam de atendimento e que não foram agendados. 

Qual a sua especialidade?

Aqui no Brasil sou clínico geral, mas em Cuba atuo como especialista em medicina geral e integral. A gente não faz somente a consulta, faz um acompanhamento do paciente, da família e da comunidade.  
Como está sendo trabalhar no posto Tunney Kassuga?

Eu estou gostando bastante. Trabalhar aqui é uma experiência boa, são muitas coisas novas. Ainda falta muito para aprender, é claro, mas para mim o mais importante é que estamos trabalhando com o pouco que temos e estamos fazendo medicina. Mesmo que seja apenas com uma mesa, uma cadeira, um estetoscópio — aparelhos básicos — e um enfermo. Nós estamos aqui para fazer medicina. Às vezes nos deparamos com casos difíceis, mas a maioria deles é tratada aqui mesmo. Desde que estou aqui, só encaminhei para o Raul Sertã e/ou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) dez pacientes. Todos os outros tratamentos e acompanhamentos foram feitos aqui mesmo.

Como é feito o atendimento?

Cada posto tem uma estratégia. Como trabalhamos em uma área muito grande, pois atendemos Vale dos Pinheiros, Ypu, Bela Vista, Cascatinha, Cônego, entre outros, fazemos marcação de consultas de manhã e à tarde. 

Qual são os pontos positivos da medicina cubana em relação a brasileira?

Eu acho que a medicina tanto em Cuba quanto no Brasil é uma só. No entanto, a diferença está na forma como é feito o atendimento. Em Cuba, nós temos uma medicina mais preventiva do que no Brasil, o que é muito importante. Além disso, o tratamento lá é mais direto e fazemos visita domiciliar e, por isso, o trabalho na comunidade é mais amplo do que aquele feito com um clínico geral em um local fixo, atendendo uma única pessoa por vez. O tratamento e o acompanhamento não são iguais.

Outra diferença é que aqui tem mais tecnologia. No entanto, apesar de em Cuba ser feito um atendimento mais clínico para diagnosticar as doenças, isso o torna mais exato que o Brasil.

O que mais lhe motivou a vir para o Brasil?

Os meus companheiros de profissão. Isso sem falar da vontade de conhecer o ‘verdadeiro’ Brasil. A televisão, principalmente as novelas, só mostram Copacabana. Mas quando você chega aqui e conhece o povo de verdade, você vê que realmente as pessoas precisam de ajuda. Eu vi pela internet que faltavam médicos, então decidi vir. Tive sorte de vir para cá, onde as pessoas são tranquilas e onde não faz tanto calor como o Nordeste. 

Em relação ao salário, vale mais a pena trabalhar aqui?

Sim. No Brasil um médico ganha mais do que em Cuba e isso não é nenhum segredo.

Já trabalhou em outros países?

Sim. Já trabalhei na Venezuela durante quatro anos, em um município muito quente.


Qual a duração do seu contrato? E o que pretende fazer quando ele terminar?

O contrato que eu assinei é de três anos. Mas eu não sei se ele pode ser estendido ou não. Por mim eu fico mais tempo, mas também tenho que pensar em construir minha família, ainda não tenho filhos (risos). 

Como é feita a escolha do destino de cada médico que faz parte do programa Mais Médicos?

Por sorte. Eu estou feliz de ter sido enviado para Nova Friburgo, mas tenho amigos que não tiveram a mesma sorte que eu e foram para municípios isolados como alguns na Amazônia e em Rondônia. Mesmo assim, humanitariamente, esse esforço é preciso.

Como o senhor vê a sua participação no programa?

Eu acho que é uma ajuda humanitária. Desde que cheguei aqui, não teve um dia sequer que não houvesse 20 ou mais pacientes agendados. Fico feliz por estar aqui e por saber que as pessoas que procuram por atendimento estão sendo atendidas. 

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Nem Aécio nem Dilma: PCB seguirá na luta pelo Poder Popular e pelo Socialismo

(Nota Política do PCB)

1. O PCB disputou o primeiro turno destas eleições denunciando o jogo marcado da democracia burguesa e deixando claro que é impossível reformar e humanizar o capitalismo. A revolução socialista é o único caminho para os trabalhadores acabarem com a exploração.

2. O resultado das eleições para presidente confirmou os prognósticos feitos pelo PCB, de que se repetiria o roteiro elaborado pelas classes dominantes. Valendo-se de sua hegemonia política e econômica e dos limites impostos pela legislação, a eleição foi levada para o segundo turno, com duas candidaturas ligadas aos seus interesses. A classe trabalhadora foi derrotada nestas eleições e deverá continuar em luta, qualquer que seja o futuro presidente.

3. Nas eleições burguesas, os candidatos da ordem são escolhidos previamente, entre aqueles que certamente garantirão o poder burguês e o crescimento da economia capitalista. O financiamento privado e os espaços na mídia variam em função das possibilidades de vitória e das garantias de satisfação dos interesses dos diversos setores do capital, com a manutenção dos fundamentos econômicos que prevalecem desde Collor e que vêm se aprofundando nos últimos governos: superavit primário, responsabilidade fiscal, autonomia do Banco Central, renúncias fiscais, desonerações da folha de pagamento, ou seja, o Estado e suas instituições a serviço do capital, tudo dentro da estratégia de inserir cada vez mais o capitalismo brasileiro no sistema imperialista.

4. O capital financeiro, as grandes corporações, o agronegócio e as empreiteiras são os campeões de doações às campanhas dos candidatos da ordem e continuarão influenciando diretamente as diretrizes do futuro governo. O bloco dominante burguês, portanto, apesar das disputas entre as frações que o compõem e que se tornam mais evidentes durante o processo eleitoral, mantém a hegemonia conservadora sobre a sociedade brasileira, assegurando a reprodução do capitalismo em sua fase de plena internacionalização.

5. Historicamente, a burguesia sempre contou com a ação do Estado para estimular o desenvolvimento do mercado e da propriedade privada, buscando abafar a luta de classes, sob o argumento falacioso de que somente o crescimento capitalista resolveria os problemas sociais e aumentaria os salários dos trabalhadores.

6. Nos anos 1990, o ciclo de mercado puro projetado a partir das práticas neoliberais trouxe, como consequência, a resistência aberta dos trabalhadores organizados em partidos, sindicatos e movimentos sociais. No entanto, as forças sociais e políticas, nascidas das lutas das classes trabalhadoras, acabaram por aderir à ordem capitalista e burguesa, operando um pacto com as classes dominantes em nome dos trabalhadores.

7. Antes mesmo da posse de Lula, em 2003, o PT amoldou-se à lógica do crescimento capitalista através da “Carta aos Brasileiros”, abandonando seu moderado programa de reformas, para garantir a ampla reprodução do capital, concedendo aos trabalhadores mais e piores empregos, o controle relativo da inflação e o acesso ao consumo pela via do endividamento. À população que vivia abaixo da linha da pobreza, foi oferecida a saída da miséria absoluta para continuar na condição de miséria.

8. A opção pelo crescimento capitalista com maior ênfase no papel desempenhado pelo Estado não modificou, essencialmente, o quadro de extremas desigualdades que sempre imperou no Brasil. Pelo contrário, o PT atuou como eficaz operador da contrarreforma social em favor do grande capital, transferindo recursos públicos para o crescimento capitalista (isenções, subsídios, infraestrutura, logística, juros baixos subsidiados na hora de emprestar e altos para garantir a lucratividade dos bancos).

9. No campo, a aliança com o agronegócio garantiu o avanço do capitalismo monopolista, a precarização das condições de trabalho e a paralisação da reforma agrária. Nas cidades, o governo Dilma permitiu o crescimento da criminalização dos movimentos sociais, ao aprovar legislação que dá às Forças Armadas poderes para reprimir as manifestações populares.

10. No plano internacional, a estratégia principal do estado burguês continuou sendo a adoção de políticas visando à expansão das grandes empresas capitalistas brasileiras no exterior, conduzindo uma ação de fato imperialista em países latino-americanos e africanos e buscando consolidar a liderança da integração regional, sob a lógica do desenvolvimento capitalista. Além disso, mantém o objetivo de afirmar o Brasil como potência internacional, através da obsessão histórica de conquistar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Para tal, faz concessões ao imperialismo, mantendo tropas militares no Haiti e estreitando relações comerciais com o Estado sionista de Israel.

11. Por outro lado, a candidatura de Aécio Neves cresce na onda conservadora inflada durante os governos de pacto social implementado pelo PT. O PSDB é uma opção nefasta à classe trabalhadora, pois aposta no aprofundamento das privatizações, no arrocho salarial, na criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, privilegiando o Estado máximo para o capital e mínimo para os trabalhadores. Representa a aceleração de pautas ultraconservadoras, como o combate às causas LGBT, redução da maioridade penal, a privatização do sistema carcerário e a criminalização do aborto.

12. Mas as diferenças entre os dois polos da disputa política no campo da ordem (PT e PSDB) são cada vez mais secundárias, de forma e não de conteúdo. As nuances estão no “como fazer”: com mais liberdade para o mercado e a livre iniciativa com o apoio do Estado, segundo os tucanos; com mais apoio do Estado para que o mercado funcione livremente, conforme dizem os petistas.

13. Independentemente do governo de plantão, com o agravamento da crise mundial do capitalismo, o estado burguês reprimirá ainda mais os trabalhadores e as lutas populares, porque precisará tentar retirar ou diminuir direitos sociais e trabalhistas, acirrando a luta de classes. Como em outros países, a sociedade se torna mais conservadora, ampliando a hegemonia do capital no aparelho de estado, na mídia, no parlamento, na justiça.

14. Diante de tudo isso e na certeza de que a vitória de um ou outro candidato no segundo turno não vai representar alteração do quadro atual, o PCB se posiciona em favor do voto nulo. O apoio dos comunistas à candidata do PT seria contribuir para iludir os trabalhadores e desmobilizá-los nas suas cada vez mais duras e necessárias lutas.

15. Respeitamos aqueles companheiros de esquerda que consideram que as diferenças entre o PSDB e o PT ainda são relevantes e que votarão em Dilma como um “mal menor”. Contamos com esses companheiros nas acirradas lutas que se aproximam. Nas eleições anteriores, o PCB recomendou o voto crítico no PT no segundo turno e, no entanto, os governos de Lula e Dilma mantiveram as políticas neoliberais e ainda aprofundaram as privatizações e o ataque aos direitos dos trabalhadores.

16. Esse voto útil tem sido trabalhado por aqueles que ressuscitam os fantasmas do golpe de direita, como se a burguesia precisasse derrubar um governo que serve fundamentalmente aos interesses do capital. Caso a atual Presidente seja derrotada, a responsabilidade será exclusivamente do PT e de sua política de pacto social, de cooptação e apassivamento da classe trabalhadora, que despolitizou o processo político brasileiro tornando menos nítidas as diferenças e os interesses de classe em disputa em nossa sociedade.

17. A posição do PCB tem um critério classista, uma opção pela construção do Poder Popular, no rumo da revolução socialista e não pela reforma. Os reformistas e socialdemocratas iludem e apassivam os trabalhadores e cooptam suas organizações. Não podemos indicar o voto no PT pelos seguintes motivos:

a) Não assume a reforma agrária e nem a demarcação das terras indígenas, porque está comprometido com o agronegócio e o desenvolvimento do capitalismo no campo;

b) Não supera a política de superavits primários e a sangria de recursos para os bancos, porque é financiado pelos banqueiros;

c) Não pode assumir a defesa da legalização do aborto e das demandas do movimento LGBT, porque está comprometido com a bancada evangélica e o fundamentalismo que fere o caráter laico do Estado;

d) Não pode reverter as privatizações, porque está empenhado na lógica privatista e mercantil das parceiras público-privadas;

e) Não promove a reversão dos ataques à previdência pública, porque está comprometido com a previdência privada e o capital financeiro;

f) Não pode garantir os direitos dos trabalhadores contra a precarização das condições de trabalho, as terceirizações e a flexibilização de direitos, porque está comprometido com os grandes empresários;

g) Não pode enfrentar a criminalização dos movimentos sociais e a violência policial, porque está comprometido com a garantia da paz burguesa, como demonstram as operações de garantia da Lei e da Ordem e da Lei de Segurança Nacional;

h) Não pode desempenhar um papel de fato progressista na ordem internacional, porque faz da política externa um meio de expandir os negócios dos grandes empresários, empreiteiras e banqueiros, numa clara opção de inserção subordinada ao sistema imperialista;

i) Por fim, não pode mudar a armadilha do pacto social e do presidencialismo de coalizão porque é refém dela, sendo beneficiado pela atual forma política eficiente para se manter no governo, mas cujo preço é o abandono das reformas mais elementares.

18. O PCB tem a certeza de que a grande tarefa dos militantes comunistas e da esquerda socialista é aprofundar sua participação nas lutas populares, com destaque para as lutas dos trabalhadores, com vistas à construção da alternativa proletária ao bloco conservador dominante: o Poder Popular.

19. Devemos nos manter firmes nas ruas e nos movimentos que fortaleçam a organização dos trabalhadores, em unidade com os partidos, organizações e movimentos de orientação anticapitalista, buscando fazer avançar a pauta unitária produzida pela esquerda socialista nas ruas a partir de junho de 2013 e contribuindo para a formação de uma frente de esquerda permanente, de caráter anticapitalista e anti-imperialista.

PCB - Partido Comunista Brasileiro

Comitê Central

(11 e 12 de outubro de 2014)

1ª Sessão Pública de testemunhos sobre a ditadura de Nova Friburgo

A Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, em Nova Friburgo, abrigou um evento muito especial na noite de 28 de agosto. Presidida pelo Prof. Dr. João Raimundo de Araújo, a Comissão Municipal da Verdade Chico Bravo promoveu a 1ª Sessão Pública de Testemunhos de Perseguidos Políticos no período da ditadura empresarial-militar (1964-1985) na cidade. Ivaldeck Barreto, Maria Ignez Breder e Vânia Rosangela Machado, militantes da Juventude Católica e da Ação Popular na década de 1960, expuseram detalhes de sua rica experiência de vida e de enfrentamento à ditadura para uma plateia atenta composta, em sua maioria, por jovens estudantes de escolas do ensino médio e de instituições do ensino superior de Nova Friburgo.

Seguindo o roteiro escrito por Ignez, que lia as passagens marcantes de sua vida (e por vezes se emocionava) e era complementada pelos depoimentos dos companheiros, a sessão foi extremamente esclarecedora a respeito do processo de perseguição política a que foram submetidos milhares de brasileiros que não se sujeitaram às condições impostas pelo golpe que derrubou o governo de João Goulart e, por isso, sofreram as agruras do regime ditatorial. Quando ocorreu o golpe, Ivaldeck era um jovem metalúrgico que participava dos movimentos da ala progressista da Igreja Católica, que clamavam por transformações sociais profundas no Brasil, associando-se às lutas pelas reformas de base propostas pelo governo de Jango. Ignez trabalhava na Fábrica Filó e estudava, à noite, no curso normal do Colégio Municipal Rui Barbosa, cujo diretor era Humberto El-Jaick, que foi preso e teve seu mandato de deputado federal (PTB) cassado pela ditadura. No dia do golpe em Nova Friburgo, houve resistência de setores operários e algumas fábricas chegaram a ter suas atividades paralisadas, mas o movimento não conseguiu se manter.

No início da década de 1970, Ignez já lecionava do Grupo Escola Tuffy El-Jaick, e Ivaldeck atuava no sindicato dos metalúrgicos, participando de congressos sindicais nacionais. Os dois mantiveram-se atuantes nos movimentos da Igreja até o ano de 1971, quando decidiram sair às pressas do Brasil – com a filha Débora de um ano e sete meses a tiracolo – por causa do recrudescimento da repressão. Partiram para o exílio no Chile, então governado pelo socialista Salvador Allende. Com eles foram também os companheiros José Carlos Marins e a esposa, Vânia Machado. Lá participaram ativamente dos esforços do governo da Unidade Popular de construir uma nova sociedade, em que os trabalhadores tivessem vez e voz. Com o golpe sanguinário de Pinochet – patrocinado pelo imperialismo estadunidense e pelas ditaduras do Cone Sul, que criaram a Operação Condor para reprimir e desbaratar as organizações de esquerda em todo o continente – mais uma vez foram obrigados a buscar refúgio em outro país. Enquanto Vânia conseguia retornar ao Brasil, Ignez e Ivaldeck se exilaram na França, levando consigo lembranças arrasadoras do que viram e sofreram no Chile, cujo sonho de edificação do socialismo foi destruído pelos fuzis e pela violência da extrema-direita. Somente retornaram ao Brasil após a aprovação da Lei de Anistia de 1979, que libertou presos políticos e trouxe de volta exilados, mas também “perdoou” os crimes dos torturadores e agentes da ditadura. Uma nova fase de suas vidas se iniciava, quando a ditadura brasileira enfrentava seu ocaso e era possível voltar a acreditar no sonho de construção de uma sociedade livre, verdadeiramente democrática e igualitária, sonho este que ainda está por se materializar.

Este foi o primeiro evento voltado a colher preciosas informações e depoimentos sobre o período ditatorial em Nova Friburgo e Região. A atividade contou com a presença do representante da Comissão Estadual da Verdade, Fábio Cascardo. A Comissão da Verdade Chico Bravo estará reunida no dia 05 de setembro (sexta-feira) às 18h, na sala de reuniões localizada no 3º andar da Câmara Municipal (Rua Farinha Filho, 50 – Centro de Nova Friburgo), para dar tratamento à gravação dos testemunhos e planejar as próximas atividades.



Comissão da Verdade

No dia 28/08, quinta-feira, às 18:30h, acontecerá a 1ª Sessão Pública de Testemunhos de Perseguidos Políticos pela Ditadura Militar.


Toda solidariedade ao povo palestino! Basta de genocídio!

Ato público promovido pelo Comitê de Nova Friburgo de Solidariedade à Palestina e organizado pelos partidos socialistas PCB, PSOL e PSTU, realizado no dia 06 de agosto na Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, contou com uma mesa formada pelos professores de História Antonio Jorge (PCB), Rodrigo Cosenza (PSOL), Ricardo Mansur (PSTU) e Sergio El-jaick (Coletivo da Memória de Nova Friburgo), que analisaram o conflito histórico e apontaram para a necessidade urgente de uma grande mobilização mundial em apoio aos palestinos e contrária à ação terrorista do Estado de Israel, sustentada economicamente pelos lucros da indústria bélica e política e militarmente pelo imperialismo estadunidense.

Gaza é uma pequena faixa de costeira com a maior densidade populacional do mundo que, na prática, foi transformada em um campo de concentração, devido ao cerco militar imposto pelo Estado de Israel, com terríveis limitações para o acesso à alimentação, ao socorro médico, à eletricidade e água. São um milhão e oitocentos mil palestinos confinados em um local sem saída para o mar, por terra ou pelo ar, sem condições de fugir das bombas e dos ataques por terra que Israel descarrega sem piedade sobre os palestinos, desta vez matando quase duas mil pessoas, dentre centenas de crianças. Nada justifica tamanha carnificina.

Os presentes ao ato aprovaram carta de repúdio ao sionismo e em favor de uma campanha pelo rompimento de relações diplomáticas e comerciais do Brasil com Israel. O Sinpro de Nova Friburgo e Região soma-se, mais uma vez, a esta luta anti-imperialista e verdadeiramente humanitária, pela paz mundial e em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos.

Camarada Iedo, Presente! Agora e sempre.

Com indescritível pesar, a célula Francisco Bravo do PCB Nova Friburgo comunica e lamenta profundamente o falecimento do camarada Iedo Angelo Correa.

Professor da Rede Estadual de Educação e diretor do SEPE Friburgo, Iedo foi, durante muitos anos, um ativo militante do Partido Comunista Brasileiro. Sempre crítico e questionador, caracterizava-se também pelo grande senso de humor, sem nunca deixar de lado suas convicções.

Professor querido e dedicado, era respeitado por todos os colegas de profissão e admirado pelos tantos alunos e ex-alunos que já se manifestam com profunda tristeza por tão grande perda. Amigos e companheiros de lutas sentirão falta de sua intervenções sempre precisas e ponderadas, além da lealdade e da firmeza que caracterizavam Iedo.

Além de amante dos animais e torcedor fanático do Fluminense, o bravo camarada, em uma de suas últimas postagens no Facebook, compartilhara sua indignação diante da barbárie sionista na Faixa de Gaza, expondo, uma vez mais, suas maiores qualidades: o desejo e a dedicação a um mundo mais justo e correto, um mundo Socialista.

Iedo, comunista convicto, já deixa saudades irreparáveis.

O Partido Comunista Brasileiro, em especial a célula Francisco Bravo (Nova Friburgo), registram seus lamentos pela partida, mas também a alegria por ter tido a honra de dividir sua vida e suas lutas com um valoroso combatente. Garantimos honrar sua memória e sua atuação.

CAMARADA IEDO, PRESENTE! AGORA E SEMPRE.

Iedo, de camisa amarela e óculos escuros, na comemoração de 90 anos do PCB.

Em Nova Friburgo é criada 4ª Comissão da Memória, Verdade e Justiça do Estado do RJ

O professor Ricardo Costa (Rico), membro do Comitê Central do PCB e diretor do Sinpro Nova Friburgo é o Secretário da recém-instalada Comissão Municipal da Memória, Verdade e Justiça, denominada Chico Bravo, em homenagem ao militante do PCB que foi único vereador da história da cidade a ser cassado por motivos ideológicos, logo após o Golpe Civil-Militar de 1964. 

Fonte: G1

Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, empossou esta semana a Comissão Municipal da Memória, Verdade e Justiça, denominada Chico Bravo, nome de um edil do município (Francisco Bravo), que teve seu mandato cassado pelo regime em razão de ser comunista. A posse foi na Câmara de Vereadores e a proposta é do vereador Claudio Damião.

Instituída pela Lei Municipal N° 4.313, de 1º de abril de 2014, esta comissão tem como objetivo a investigação sobre as prisões arbitrárias, a cassação de mandatos eletivos, a demissão e interferência na vida profissional de trabalhadores, o indiciamento em inquéritos policiais e militares, as práticas de tortura física e psicológica, a perseguição e demais crimes cometidos por agentes da ditadura contra quaisquer indivíduos motivados por causas políticas, ideológicas e por reivindicações trabalhistas no período subsequente ao Golpe de 64, atos praticados em Nova Friburgo, ainda que com reflexos além do município.

A criação desta comissão tem por finalidade subsidiar a Comissão Nacional da Verdade com informações e esclarecimentos a respeito das graves violações dos Direitos Humanos praticadas no período de 1964 a 1989 na região.

"No decorrer do regime, pessoas foram torturadas, mortas, desaparecidas, sem que seu paradeiro permita aos parentes prantear e fechar seu luto. A crueldade revelada recentemente pelos seviciadores demonstra um profundo grau de desrespeito à vida humana. Em Nova Friburgo trabalhadores foram demitidos, outros perseguidos buscaram o exílio. O que se quer é a verdade, o direito de saber a verdade. Que a história seja reveladora da verdade para outras gerações. A Comissão da Verdade de Nova Friburgo terá em nossa cidade e região a capacidade de cumprir esse papel”, explicou Claudio Damião. 

Conheça a comissão Presidente:

João Raimundo de Araújo (professor da Faculdade Santa Doroteia) 
Relator: André Queiroz Ferreira de Mello (professor da Universidade Estácio de Sá) 
Secretário: Ricardo da Gama Rosa Costa (Sinpro de Nova Friburgo e Região) 
Carlos André Rodrigues Pedrazzi (representante da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Nova Friburgo) 
Paulo de Miranda Sipatti Pires (Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo) 
Nathália Bohrer Belinger da Costa (estudante História do CEDERJ/Uni-Rio) 
Caio Mendes da Silva (estudante de Direito da Universidade Estácio de Sá) 
Maurício Antunes Raposo (Coletivo da Memória, Verdade e Justiça de N.F.) 
Hugo José Moreno Pereira (Coletivo da Memória, Verdade e Justiça de N.F.) 
Fernando Mota Souza (Coletivo da Memória, Verdade e Justiça de N.F.) 
Rodrigo Garcia (cientista político – técnico da Comissão Estadual da Verdade) 
Vereadores Cláudio Damião e Zezinho do Caminhão.

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Acesse o grupo da Comissão da Verdade de Nova Friburgo, no Facebook.

MESA REDONDA: A DITADURA CIVIL MILITAR E A REPRESSÃO AO PCB

MESA REDONDA: A DITADURA CIVIL MILITAR E A REPRESSÃO AO PCB
SINPRO-RIO, 23 DE MAIO, 18 HORAS


GOVERNO ROGÉRIO CABRAL: AUTORITARISMO E COVARDIA CONTRA TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO

Sidney de Moura
Diretor do SEPE Friburgo, Coordenador Nacional da Unidade Classista e membro do Comitê Central do PCB. 

"A faca só entra na manteiga até encontrar o fundo duro" (Provérbio Soviético)

Há pouco tempo numa manifestação durante a greve dos educadores de Nova Friburgo fizemos uma intervenção afirmando que o atual prefeito era arrogante e autoritário. A constatação contida no nosso pronunciamento estava baseada nas ações objetivas e concretas praticadas pelo atual chefe do executivo municipal, e ia de encontro à visão dos que acreditam que ele é infantil. Continuamos discordando desta caracterização e ampliamos a adjetivação: é fascista!

No Brasil, cuja sociedade é dividida em classes, invariavelmente, os chefes dos executivos não passam de gerentes a serviço de acumulações pessoais e dos interesses maiores da classe minoritária dominante, a burguesia. Esta classe iniciou seu processo histórico de dominação, em escala mundial, na Revolução Gloriosa (Inglaterra) e realizou a estruturação organizativa do Estado consolidando seus parâmetros societários, alicerçados na exploração do homem pelo homem, na Revolução Francesa.

O Estado burguês, portanto, é um instrumento de dominação de uma classe sobre a outra, e como já dissemos, seus administradores-mores estão a serviço desta dominação. Neste sentido, o Estado numa economia de mercado é caracterizado como um aparelho em que todos os recursos administrativos e jurídicos (justiça burguesa) são usados para a manutenção da ordem a serviço da rapinagem capitalista.

Para a classe trabalhadora, que só tem sua força de trabalho para vender no mercado, é vital entender o mecanismo usado neste processo de dominação da minoria sobre a maioria. Destacamos duas, entre outras formas de dominação utilizadas pela burguesia para manter, via aparelhos ideológicos, o apassivamento dos dominados. A primeira é a coerção, que é o ato de induzir, pressionar ou compelir alguém a fazer algo pela força, intimidação ou ameaça. A outra é o constrangimento disciplinar, quando tenta limitar a liberdade dos trabalhadores, suas ações e escolhas enquanto classe, no nosso caso, a representação sindical.

Os descontos nos salários dos grevistas determinados pelo prefeito-gerente de Nova Friburgo e as ameaças de alguns capatazes nas unidade escolares estão intrinsecamente ligados a essa lógica, ou seja, a de obrigar a que os trabalhadores assumam tarefas servis subordinadas aos interesses vitais à reprodução do capital.

Os ataque ao funcionalismo e ao serviço público de qualidade tem por objetivo velado abrir brecha para o lucrativo negócio das privatizações. Para nosso desprezo, este processo de dominação conta com aliados em nosso meio. São dirigentes sindicais pelegos instrumentalizados para extrair o consentimento e a colaboração com a classe exploradora. A luta por melhores salários e condições de trabalho dentro deste cenário é dura. O que não quer dizer que não podemos vencer. A história está cheia de exemplos, vide a greve recente dos garis no Rio.

No caso dos educadores da rede municipal friburgense, em meio às ameaças e incertezas, reforçar sua organização é fundamental. Isso porque todas as conquistas históricas, direitos e rede de proteção social, que hoje são retirados de forma mitigada por políticas sociais emergenciais, foram conquistadas na base da luta organizada da classe. O sindicato, como instrumento de luta, pode se equivocar, mas, quando ele expressa e encaminha a vontade consciente da categoria, o que pode parecer uma derrota tem efeito temporário e serve de aprendizado. Isso porque, historicamente, sempre que a classe faz um recuo organizado e se mantém firme no enfrentamento, transforma o que aparentava ser derrota no fortalecimento do espírito coletivo, elevando o patamar de consciência da classe e, em seguida, obtendo conquistas. Nós, educadores e trabalhadores em geral, temos que ter cristalizada a ideia de que nada nos será dado sem luta. Um raio não desce de um céu azul. Só haverá conquista se lutarmos junto. Vamos à luta!

Sem pagamento não haverá reposição!

Organizar e lutar!

O SEPE somo TODOS nós!

Clique aqui e conheça o blog na Unidade Classista.

MOVIMENTO EM DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO E DE QUALIDADE

MOVIMENTO EM DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO E DE QUALIDADE

"No último dia 09/03, o preço da passagem de ônibus em Nova Friburgo aumentou, chegando a absurdos R$ 2,95. A população está revoltada não só com o valor da passagem, mas também com os péssimos serviços prestados pela FAOL: os ônibus estão sempre fora dos horários, e vários veículos encontram-se em horríveis condições. A empresa reduziu o número de carros para os bairros, obrigando os usuários a esperarem mais de uma hora nos pontos. Muitos acabam preferindo fazer o caminho a pé! O transporte público é concessão do município e não pode servir apenas ao interesse de lucro da empresa. Temos direito a um transporte público de qualidade! Por isso vamos às ruas lutar por nossos direitos. SEM LUTA NÃO HÁ CONQUISTAS!



- Revogação do aumento da passagem.

- Passe livre para todos os estudantes da educação básica ao ensino superior, da rede pública e particular.

- Passe livre para acompanhantes de deficientes, idosos e crianças com menos de 11 anos.

- Passe livre para gestantes e desempregados.

- Mais linhas e ônibus nos bairros, com veículos em bom estado que cumpram os horários.

- Apresentação da planilha de custos da FAOL.

- Fim da dupla função do motorista.

- Ativação do Conselho Municipal de Transportes, com participação de representantes dos trabalhadores, estudantes e das comunidades."


PARA MAIS INFORMAÇÕES, ACESSE A PÁGINA DO MOVIMENTO:




 APOIO:

FÓRUM SINDICAL E POPULAR DE NOVA FRIBURGO

 
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