POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO ARRANCA BANDEIRAS DE MILITANTES DO PCB E DA UJC
(Nota Política do PCB e da UJC)
Quem vê essa fotografia pode experimentar a ilusão de que policiais
militares no Rio de Janeiro foram a uma manifestação com a legendária
bandeira vermelha do PCB! Com a foice e o martelo!
Mas basta
conhecer a história de repressão desta corporação, sempre a serviço do
estado capitalista que a criou e a arma cada vez mais, para se indignar
com a realidade deste flagrante, ao mesmo tempo irônico e revoltante. Em
meio a recente manifestação em "descomemoração" dos 50 anos do golpe
civil-militar de 1964, "gladiadores" da Polícia Militar, agindo com sua
rotineira violência e impunidade, agrediram militantes do PCB e da UJC,
arrancando-lhes arbitrariamente as bandeiras que portavam com orgulho.
Passados mais de 20 anos do fim da ditadura burguesa sob a forma
militar, fica cada dia mais claro que, no capitalismo, vivemos sempre
sob um regime repressor. As mãos que arrancaram violentamente as
bandeiras dos nossos militantes são as mesmas que, cotidianamente, matam
Cláudias e Amarildos.
A perseguição política descarada aos
comunistas do PCB e da UJC e a outros revolucionários, neste e em outros
atos, nesta e em outras cidades brasileiras, revela a farsa do chamado
"Estado Democrático de Direito". E faz das belas palavras do capítulo
sobre os "direitos fundamentais" da Constituição Federal não mais do que
letras mortas em um pedaço de papel. Os representantes da "lei e da
ordem" rasgaram com violência, ao mesmo tempo, os direitos de
manifestação e de organização partidária.
Para o PCB e a UJC,
organizações que passaram boa parte de sua história na ilegalidade, com
centenas de mortos e exilados, essas ações repressivas não intimidam.
O fato de arbitrariedades como esta se darem simbolicamente nos marcos
dos 50 anos do golpe perpetrado pela burguesia e pelo imperialismo,
mostra claramente o caráter ditatorial do estado burguês, independente
dos governantes de turno.
Continuaremos na luta pelo fim da
Polícia Militar e do terrorismo de estado contra os proletários, as
comunidades pobres e os movimentos e organizações que contestam a ordem
do capital.
Como o fazemos desde 1922, honraremos o vermelho, a foice e o martelo de nossa bandeira!
Ousar lutar, ousar vencer!
Com o poder popular, no rumo ao socialismo!







0 comentários:
Postar um comentário