Com o anunciado reajuste de 11,6% nas tarifas de ônibus – o valor salta de R$ 2,60 para R$ 2,90 entrando em vigor na próxima segunda-feira, dia 4 – o governo municipal, há dois meses no poder, mostra a que veio.
O slogan de campanha “É pra resolver” já virou piada nas conversas populares. Os puritanos, aqueles que acham injustas as críticas com tão pouco tempo de governo, fecham os olhos para o descaso com os professores da rede pública municipal, que enfrentam, ao mesmo tempo, carência de vaga e demissões em massa. O reajuste nas passagens de ônibus vem selar o descaso com a população de nossa cidade.
O transporte público de Nova Friburgo, há mais de cinquenta anos sob o poder de uma única família, caracterizando um dos monopólios mais sórdidos e irregulares do país (há leis municipais que proíbem tal prática), foi repassado a um grande grupo com sede na cidade do Rio de Janeiro. Meses após a aquisição, os serviços pioraram a ponto dos usuários sentirem saudades dos maus tratos de outras épocas. O cenário atual é de caos: ônibus sucateados e superlotados, rodoviários mal pagos, motoristas e cobradores desistindo do trabalho (a oferta de vagas na empresa nunca foi tão alta!) e horários descumpridos diariamente. Soma-se a isso o trânsito caótico que transforma percursos de minutos em viagens de horas. Friburgo, definitivamente, anda na contramão do mundo, incentivando o uso do carro para quem não quer ser tratado como gado.
Como defesa, Prefeitura e empresa concessionária alegam necessidade de equiparar a passagem aos custos. Usam esse argumento de maneira covarde, muitas vezes colocando os próprios trabalhadores da empresa em rota de colisão com a população, afirmando que só há aumento de salários com o aumento das passagens. Usam, também, a lógica da necessidade da aquisição de novos ônibus. Estranha lógica, aliás, que transforma um investimento privado em gasto público, onde o usuário passa a arcar com a renovação da frota.
Sempre estivemos ao lado dos companheiros rodoviários na luta por melhores salários e condições de trabalho. Sempre alertamos a população que só a mobilização organizada pode gerar frutos duradouros nesta batalha injusta. Estivemos nas ruas nos governos Paulo Azevedo, Heródoto, Saudade e agora Rogério Cabral. Todos mostraram que o mandato não condiz com a propaganda política divulgada meses antes.
A população deve se unir e não engolir mais um aumento sob o pretexto da necessidade e da inevitabilidade do reajuste. Cidades muito maiores que Friburgo praticam um serviço melhor e mais barato. O trabalhador não pode, mais uma vez, pagar essa conta!
Base Francisco Bravo - Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Nova Friburgo
União da Juventude Comunista (UJC)
Unidade Classista
Sangra o bolso do trabalhador friburguense
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