Aves de mau agouro, vocês não venceram! E nem vencerão.

O dia 05 de março de 2013 foi, sem dúvida alguma, um dos mais tristes para a América Latina nesse curto século XXI. Morreu nessa data o comandante Hugo Chávez, representante maior da revolução bolivariana.

Mas que homem é esse que desperta tanto ódio nos setores mais reacionários de todo o mundo? Quem é o comandante que, ao lado de Fidel Castro, tinha contra si a mais desapudorada e desinibida oposição e o mais agourento desejo escancarado de que morresse logo?

Simples: foi esse homem que, apesar de vários equívocos, e sempre junto de seu povo amado, fez as oligarquias e as mais conservadoras correntes políticas tremerem diante daquilo que mais as assusta: ver no poder a população venezuelana, e não mais os fantoches de sempre. A participação popular na Venezuela atinge seu ápice histórico, pois não se limita somente a essa bem ensaiada palhaçada que são as eleições burguesas no Brasil e nos EUA, lugares onde a "democracia" satisfaz desde os menos questionadores até os mais fascistóides setores da sociedade.

Na Venezuela o povo governa e, assim como em Cuba, decide seu destino. Isso, não sejamos personalistas, graças ao esforço de todo o povo, mas não sem a brilhante liderança de alguém que teve "cojones" para enfrentar e vencer verdadeiras guerras e diversas tentativas de golpes dos mais variados tipos (não há como não se lembrar do episódio de 2002, retratado no documentário "A Revolução não será televisionada"), além de guiar seu povo a uma mudança muito mais profunda: não apenas material, uma vez que melhorou de maneira direta as condições de vida objetivas da população, mas também ajudou a construir a já referida participação direta na vida política do país. Eis aí o maior legado do chamado "chavismo", que vai muito além da simples exaltação de um líder, como faz crer a nossa imprensa.

O "chavismo" continuará aterrorizando a direita de todo o mundo, pois continuará movendo aquilo que mais tira o sono das classes reacionárias: uma população obstinada e decidida que caminhará a passos firmes, agora junto de Nicolas Maduro, em direção à consolidação da Revolução Bolivariana. O povo venezuelano, assim como o cubano, aprendeu a escrever e, acima de tudo, a construir sua história. Não são mais simples espectadores, e nem as mais bárbaras oposições criminosas que vivem a incidir sobre eles conseguirá demover o que Chávez, junto de seu povo, edificou ao longo de aprozimadamente 14 anos.

Está na História agora o presidente Chávez, mas não ficará somente nos livros ou na memória. A luta que ele começou - E VENCEU - continua viva, mas não somente no sentido idílico da palavra: seu legado é justamente do da transformação social, algo que vai muito além de belos discursos inflamados. Seu legado demanda ação, exige atitudes, requer coragem... Mas nada disso o povo venezuelano terá que aprender de um dia para o outro. Tudo isso aprenderam nos últimos 14 anos, pois tiveram um líder que lhes ensinou, na prática, que é possível caminhar em outra direção que não a da bárbarie capitalista.

Apesar de alguns erros, Comandante, insisto em afirmar: você venceu! E venceu porque seu povo também venceu. Assim como Che mandou dizer a Fidel que sua morte não significava a derrota da Revolução, o povo dirá - e já está dizendo em voz alta - a Maduro, que a Revolução Bolivariana continuará, assim como continuará também a sua vitória e a do povo da América Latina. Seu exemplo viverá através dos séculos, e nossa luta, como nossa vitória, trarão intrinseco o seu legado. Obrigado pelas mudanças e pela coragem. Não esqueceremos.

VIVA A REVOLÇÃO BOLIVARIANA! VIVA O POVO VENEZUELANO! VIVA O POVO LATINO AMERICANO! VIVA O SOCIALISMO! E VIVA O COMANDANTE HUGO CHÁVEZ!"

UJC Friburgo

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